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Ato contra “Cura Gay” é marcado por discursos contra o preconceito

Psicólogas(os), movimentos sociais defensores dos direitos LGBT e sociedade civil estiveram presentes na vigília

Atualizado em 03/10/2017

A fala emocionada de pessoas LGBTI marcaram a Vigília contra a “Cura Gay” na noite da última quinta-feira (22) na Boca Maldita, no centro de Curitiba. Cerca de 100 pessoas foram ao local com velas e cartazes, em um ato pela manutenção da Resolução CFP nº 01/99 e contra tratamentos popularmente conhecidos como “Cura Gay”.

Na ocasião, os manifestantes puderam falar na roda formada por pessoas de todas as idades e profissões. A Conselheira Sandra Regina Fergutz dos Santos Batista (CRP-08/02667), coordenadora da Comissão de Direitos Humanos, destacou as consequências da homofobia e da transfobia, responsáveis por inúmeros assassinatos e violações de direitos humanos. Este contexto de desrespeito e violência gera um sofrimento mental muito grande, e a profissional destacou que todo sofrimento é acolhido pela Psicologia. “Quem está sofrendo algum tipo de violência tem espaço e voz no nosso Plenário [do Conselho Regional de Psicologia do Paraná], e é por isso que nós estamos aqui hoje”, disse a Conselheira. “Nós temos que tomar consciência que os direitos humanos começam aqui”, conclamou.

A Conselheira Secretária Carolina Walger (CRP-08/11381) acrescentou que os índices de suicídio são muito elevados especialmente entre as pessoas LGBTI. “Estamos em setembro, que é mês de prevenção do suicídio, e é muito importante lembrarmos que a homofobia e a transfobia contribuem para que este problema seja tão presente entre pessoas da comunidade LGBTI”.

Além disso, o momento contou com discursos de movimentos sociais, de mães e também de outros profissionais, como jornalistas. A tônica das falas era uma só: não há cura para o que não é doença. É preciso parar com o preconceito, com as violências contra pessoas que vivenciam a homossexualidade e as transexualidades. “Esta não é uma luta apenas da população LGBTI, esta é uma luta de toda a sociedade, porque o silêncio só protege os violadores de direitos. Parem de se omitir”, pediu Márcio Marins, coordenador da APPAD (Associação Paranaense da Parada da Diversidade). 

 

 

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