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Evento traz reflexões sobre futuro da Assistência Social

Programação teve também apresentações de grupo de psicodrama

Atualizado em 15/08/2017

 

O evento reuniu diversas profissionais para debater desafios e perspectivas futuras na Assistência Social

 

A Sede do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) recebeu durante todo o dia de ontem (26) Psicólogas(os) que atuam no Sistema Único de Assistência Social (SUAS) para debater os desafios presentes e as perspectivas para o futuro nesta área. “Com o atual cenário, o SUAS vai deixar de existir até 2026”, disse Carla Andrea Ribeiro (CRP-04/17713) com base em dados do orçamento já divulgados pelo governo.

A previsão nada otimista preocupou as(os) profissionais que acompanharam a palestra de Carla e também de Nadir Lara Junior (CRP-08/24645), que falou sobre os dilemas da atuação do SUAS. Tanto que, quando o grupo Casa João de Barro entrou no palco para atuar, este foi um dos temas trazidos à tona pela plateia – a apresentação do grupo de psicodrama colocou em forma de cultura as angústias e questões levantadas pelas(os) profissionais durante uma atividade em grupos (clique aqui para ver um pequeno vídeo da apresentação).

 

“Com o atual cenário, o SUAS vai deixar de existir até 2026”, disse Carla Andrea Ribeiro (CRP-04/17713)  

 

O psicodrama da Casa João de Barro levou as questões levantadas durante atividade em grupo para o palco  

 

Carla Ribeiro destacou, ainda, a importância de a Psicologia fazer um trabalho de engajar a população, pois as pessoas ainda não se veem como sujeitos de direito. “Se fechar um SUAS, ninguém vai reclamar. Talvez nem do fechamento de uma escola. As pessoas só reclamam se perdem um posto de saúde, por exemplo”, comentou, dizendo que a(o) Psicóloga(o) tem esta função de construção da importância da Psicologia Social.

A Psicóloga Priscilla Balbinot de Souza (CRP-08/11506) concorda com esta dificuldade e diz: “É importante a gente saber, pensar junto no fazer ou na construção dessa prática. A gente às vezes se sente muito sozinho, abandonado. Achamos que somos nós que não sabemos nosso lugar, mas vimos que é algo bem maior mesmo, que realmente existe uma lacuna de formação em relação a isso”. 

 

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