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Palestra discute Psicologia na Gestão Integral de Riscos e Desastres

Especialista no tema, João Palma-Oliveira falou sobre a importância da avaliação da resiliência das comunidades para a prevenção e recuperação de desastres nas comunidades

Atualizado em 17/10/2017

Foto: CEPED

Professor José Palma-Oliveira fala sobre resiliência em situações de riscos e desastres

 

O Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (CEPED-PR) e o Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) promoveram no último dia 30 de setembro uma palestra sobre a importância da Psicologia na Gestão Integral de Riscos e de Desastres. O evento inaugurou as discussões do núcleo temático de Psicologia do Centro, que reúne diversas instituições de todo o Estado para discutir a prevenção e atuação em situações de desastres e emergências.

A palestra foi conduzida pelo especialista no tema, Dr. José Palma-Oliveira, premiado docente da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa com o tema “Prevendo a Resiliência das Comunidades em um contexto de Mudança Climáticas”.

Estiveram presentes no evento o diretor do CEPED, Capitão QOBM Eduardo Gomes Pinheiro, a diretora acadêmica do CEPED, Danyelle Stringari, o Chefe da Casa Militar e Coordenador Estadual de Proteção e Defesa Civil, Coronel QOPM Elio de Oliveira Manoel,  o Comandante do Corpo de Bombeiros do Paraná, Coronel QOBM Fábio Mariano de Oliveira e a representante do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) e líder do grupo de pesquisa Desastres, Ambiente e Comportamento Humano (Unioeste), Eveline Favaro (CRP-08/22258).

 

Resiliência

Durante o evento, o professor ressaltou a importância da avaliação da resiliência para a Gestão Integral de Riscos e Desastres. Ele explicou que resiliência, no sentido técnico, é a quantidade de influência do meio que um sistema pode receber sem se modificar. Portanto, para definir a resiliência de uma comunidade, localidade ou de qualquer sistema e seus componentes, Palma-Oliveira propõe uma análise de risco que leva em conta as funções críticas utilizadas para definir aquele sistema.

A proposta é analisar estas funções críticas e buscar torná-las mais flexíveis para que a comunidade possa ser mais resiliente, o que envolve também fatores como o ecossistema, a biodiversidade e a infraestrutura. Como exemplo, o professor citou uma cidade que só tenha uma estrada de acesso. “Esse é um sistema muito rígido e, portanto, pouco resiliente, então eu posso então buscar alternativas para torná-la mais flexível”, comentou.

Além das alterações ambientais, o professor falou também durante sua palestra sobre conceitos importantes para a resiliência que tem a ver diretamente com a Psicologia: ele explica que quanto maior o nível de felicidade percebida e menor a desigualdade social, mais resilientes são as pessoas e, também, as comunidades. Segundo ele, não se trata apenas de uma questão de pobreza ou riqueza da comunidade, mas de como estão distribuídos esses recursos e o capital social, ou seja, qual o percentual de pessoas dispostas a confiar nas outras pessoas da comunidade.