Psicologia para todos

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR), em parceria com a Rádio Transamérica Light, de Curitiba, lançou a campanha “Psicologia para todos: o CRP-PR em diálogo com a sociedade”. O principal objetivo desta campanha é divulgar a profissão e estreitar os laços das pessoas com a Psicologia, fazendo-as compreender que a(o) profissional pode estar presente em diversos momentos e situações da vida. A Rádio Transamérica venceu licitação para divulgar a campanha e o Conselho optou pela Transamérica Light por entender que o alcance e retorno do público adulto serão maiores.

As inserções diárias destacam a importância de cada área dentro da Psicologia. As primeiras a serem anunciadas são: Psicologia do Esporte, Psicologia Escolar/Educacional e Psicologia Organizacional e do Trabalho. A intenção é que sejam tratadas todas as áreas para que nenhuma fique desconhecida pelo público.

A campanha é uma iniciativa do Conselho e será iniciada como um período de experiência. Se o retorno for positivo, como é esperado, a intenção é que a campanha permaneça e sejam realizadas novas licitações, para ampliar a divulgação em rádios por todo o Estado do Paraná.

Com esta ação, o CRP-PR busca promover o debate, movimentar opiniões e mostrar que a Psicologia é para todas e todos, ressaltando a importância de cada área e como a(o) Psicóloga(o) pode auxiliar em todos os setores da vida.

Não deixe de acompanhar a rádio pelo 95.1 FM ou pelo site www.radiotransamerica.com.br.

Para saber mais sobre a campanha e ouvir as chamadas, selecione uma das opções abaixo.

 

Você sabia que o Psicólogo do Esporte pode te auxiliar na busca de uma atividade física que combine com seu perfil de personalidade? 

O esporte é uma atividade fascinante, mas, também, altamente complexa, porque facilita a manifestação da personalidade dos seus praticantes. Corpo e mente são trabalhados de maneira integrada quando se pratica exercícios físicos, sendo refletidos na disposição, bem-estar e autoestima. Neste sentido, o trabalho da(o) Psicóloga(o) do Esporte é auxiliar na busca de uma atividade física que garanta os benefícios físicos mas que, principalmente, proporcione satisfação e o hábito de um estilo de vida saudável. No caso do atleta, diante de uma competição, ele se encontra submetido a uma série de fatores estimulantes, bloqueadores ou debilitadores de seu potencial. Estas tensões provocam, com maior ou menor intensidade, dificuldades de concentração e acentuam os processos de inibição interna que podem levar o esportista a “gaguejar” com as pernas, com os pés, mãos ou braços, a tremer e a se desorientar. Assim, é preciso ser psicologicamente preparado para enfrentar os estímulos negativos que ameaçam o seu desempenho.

A Psicologia do Esporte estuda a conduta humana em situações desportivas. Concentra-se no aprendizado, na performance, na execução e na consideração tanto do participante como do expectador. A principal aplicação da Psicologia do Esporte é o incentivo para que atletas saudáveis, individualmente ou em equipe, alcancem seus objetivos. Por esse motivo, devem ser consideradas as reações dos atletas em competições, pois estas dependem de um número de variáveis como: educação, idade, maturidade, ambiente familiar, experiência desportiva, ponto de vista e personalidade. A preparação psicológica de um atleta traz também melhorias na vida escolar, familiar e até mesmo no trabalho. O atleta não é preparado somente para o esporte, mas para a vida. A(O) Psicóloga(o) atinge também outras vitórias junto com o atleta, ajudando-o a transferir essa melhora para outras áreas, como a vida pessoal ou escolar.

Existe um princípio filosófico de treinamento: “Person is first, win in second”, ou seja, o atleta e sua personalidade vêm em primeiro lugar e o vencer em segundo. O atleta não é uma máquina, pelo contrário, é ser humano e possui sentimentos e emoções. A Psicologia do Esporte contribui também para a melhor formação de técnicos e dirigentes, desenvolvendo o sentido psicológico no esporte e fazendo da atividade esportiva um campo preventivo da saúde mental e física, não apenas “um espaço de competição”.

Você sabia que a(o) Psicóloga(o) pode trazer melhorias para um ambiente de trabalho?

A missão da Psicologia Organizacional e do Trabalho é explorar, analisar e compreender como as pessoas se relacionam dentro de uma empresa, sistema que interage dinamicamente com o ambiente no qual está inserida.

A(O) Psicóloga(o) Organizacional e do Trabalho não limita sua atuação aos processos de seleção de pessoal, mas tem se responsabilizado cada vez mais por atividades e desafios que as situações de trabalho geram aos Recursos Humanos nas organizações. São atribuições profissionais da(o) Psicóloga(o) Organizacional e do Trabalho atuar individualmente ou em equipe multiprofissional. Tanto nas organizações sociais formais quanto nas informais, visando à aplicação do conhecimento da Psicologia para a compreensão, intervenção e desenvolvimento das relações e dos processos intra e interpessoais, intra e intergrupais e suas articulações com as dimensões política, econômica, social e cultural.

Além disso, também atua em equipe multiprofissional exercendo atividades no campo da Psicologia aplicada ao trabalho, tais como: Administração de Pessoal (análise de trabalho, recrutamento e seleção, planejamento de cargos, movimentação/desligamento, remuneração/benefícios, controle de RH, planejamento de RH), Qualificação e Desenvolvimento (treinamento, avaliação de desempenho, estágios/formação, desenvolvimento de carreiras e sucessão, desenvolvimento gerencial, desenvolvimento de equipes), Comportamento Organizacional (desempenho e produtividade, liderança, motivação/satisfação/compromisso, conflito/poder, cultura da organização), Condições e Higiene de Trabalho (segurança/acidentes, ergonomia, saúde e manejo do stress, programas de bem estar, assistência psicossocial), Relações de Trabalho (programas de integração e socialização, regulação de conflitos, padrões de gestão, organização e trabalho) e Mudança Organizacional (desenvolvimento organizacional, programas de qualidade total) para assegurar às empresas ou outro local em que se deem as relações laborais a aquisição de pessoal dotado das habilidades necessárias, e ao indivíduo maior satisfação no trabalho.

O futuro da ciência psicológica na conjuntura organizacional evidencia a importância da difusão dos conhecimentos que, gerados pelos resultados da pesquisa em Psicologia para a formação de profissionais, são capazes de desenvolver medidas e estratégias apropriadas para a solução dos problemas que podem surgir nas organizações de trabalho.

Você sabia que a(o) Psicóloga(o) Escolar/Educacional não auxilia apenas alunos, mas trabalha com toda a equipe que está inserida no âmbito escolar?

A Psicologia Escolar/Educacional é uma das áreas de especialidade mais tradicionais da Psicologia. A atuação da(o) Psicóloga(o) no meio escolar é reconhecida não só por parte da classe, mas também pelos demais profissionais que atuam neste ambiente. A principal função da(o) Psicóloga(o) neste contexto é desenvolver, apoiar e promover a utilização de ferramentas para que haja um maior aproveitamento acadêmico do aluno, e, desta forma, ele possa ser preparado para contribuir positivamente com a sociedade.

O campo de atuação desta(e) profissional permite o desempenho de muitas atividades e não se limita somente ao trabalho com alunos. Ao contrário, abrange a instituição como um todo, incluindo os professores, coordenadores, diretores e outros funcionários que estão, direta ou indiretamente, envolvidos no processo de ensino e aprendizagem. Dentro de uma equipe técnica escolar, a(o) Psicóloga(o) Escolar/Educacional é habilitada(o) a compreender os processos de ensino e aprendizagem, principalmente quando se refere a aspectos psicológicos que nele estão envolvidos. Seu principal objetivo em uma equipe multiprofissional é auxiliar na organização, desenvolvimento e implementação de conteúdos programáticos, técnicas de trabalho e visões diferentes, a fim de ter acessibilidade para manejar uma turma e alunos que possuem maiores dificuldades no aprendizado. Além disso, também há o apoio aos mestres e a integração das diferenças que estão presentes no dia a dia dentro do ambiente escolar.

Trabalhando como um incentivador dos educadores, a(o) Psicóloga(o) Escolar/Educacional, dentre tantas atividades, também pode assessorar a escola no desenvolvimento de uma concepção de educação e ser o mediador de um processo reflexivo. Uma das atividades que envolvem de forma completa a(o) Psicóloga(o) dentro do ambiente escolar são os processos de inclusão. É de grande importância a presença da(o) profissional nestes processos para a superação de práticas excludentes e preconceitos gerados pelos alunos, como o bullying. O acompanhamento com professores é feito para que sejam orientados para desenvolver ações que promovam a apropriação do saber escolar e o desenvolvimento cognitivo dos estudantes.

Você sabia que a Psicoterapia pode te ajudar em qualquer momento da sua vida?

 

É muito comum associamos a terapia a um problema. No imaginário popular, quem faz terapia é “louco” ou precisa solucionar conflitos graves. Mas, na verdade, a Psicoterapia é indicada para todas as pessoas e em qualquer momento da vida, mesmo que não haja um problema a ser resolvido. A Psicologia Clínica auxilia a pessoa a transitar dentro de si mesma. Com um olhar de fora, o sujeito passa a se perceber, traçar rumos, organizar-se e construir pilares emocionais que possibilitam uma vida equilibrada e feliz.

A Psicoterapia é um processo terapêutico pautado na ética e na ciência que atua no desenvolvimento do bem-estar e da saúde mental. O processo psicoterapêutico é um importante potencializador das transformações na vida das pessoas! Entre os benefícios da Psicoterapia, temos:

 

· Aprender a gerenciar melhor as próprias emoções;

· Aumentar o autoconhecimento;

· Desenvolver habilidades sociais e interpessoais;

· Fazer as pazes consigo mesmo, aceitar-se melhor e ter mais autoestima;

· Fortalecer-se psicológica e emocionalmente;

· Ser mais resiliente;

· Ter mais autonomia e responsabilidade sobre as próprias escolhas e consequências.

 

Assim, se você procurar um Psicoterapeuta, poderá pensar sobre você mesmo, em suas necessidades psíquicas e na elaboração de uma vida mais saudável e equilibrada. Certamente, a terapia é também importante recurso diante das dificuldades da existência humana, conflitos, sofrimentos e perdas, além de espaço para amadurecimento pessoal e mudanças dos padrões repetitivos.

Outro tabu acerca da Psicoterapia é dizer que ela só está disponível para as classes sociais mais altas. Atualmente, existem recursos para se fazer Psicoterapia em Clínicas-Escola e até mesmo com alguns profissionais que negociam os atendimentos de acordo com as condições financeiras da pessoa. Desta forma, o acompanhamento com o profissional pode ser o propulsor para desenvolver o potencial e habilidade para maiores recursos financeiros.

Você se interessou pela Psicoterapia, mas ainda não sabe que áreas da sua vida ela pode ajudar? O Psicólogo atua com terapia familiar, terapia de casal, terapia individual para crianças, adolescentes, adultos e idosos, entre outros. Qualquer que seja o caso, o trabalho é feito a partir da visão integrada do ser humano (aspectos biológico, espiritual, social, psíquico, individual). E, se você encontrar profissionais que atuam em diferentes abordagens teóricas, isso não afeta a eficácia da Psicoterapia, visto que o objetivo psicoterapêutico está presente nas diferentes abordagens. 

Você sabia que o coaching pode transformar a sua empresa?

 

As empresas passam por constantes mudanças, principalmente em função de um mercado cada vez mais competitivo e exigente. Por isso, é preciso ter uma equipe de profissionais flexíveis, que sejam capazes de se adaptar às mudanças deste contexto mais agressivo e competitivo. Com o objetivo de atender a estas necessidades, algumas organizações utilizam o coaching como uma estratégia para sustentar e desenvolver seus profissionais.

Psicólogas(os) Organizacionais e do Trabalho têm se especializado cada vez mais nesta ferramenta, cujo principal objetivo é auxiliar funcionários e colaboradores que estão no processo de mudança em suas carreiras. O coach atua para melhorar o desenvolvimento e gestão de pessoas, incentivando e dando apoio aos profissionais inseridos em uma organização. As pessoas já possuem as respostas de que precisam, mas o coach tem a função de guiá-las para que façam as perguntas certas e encontrem as respostas dentro de si. A(O) profissional Psicóloga(o), atuando como coach, apresenta conhecimento e utiliza técnicas adequadas que possibilitam um trabalho mais efetivo e processos de desenvolvimento por meio do coaching.

Os benefícios do coaching são muitos, como ajudar os líderes a definir suas metas e desenvolver equipes mais eficientes e aprimorar suas competências de comunicação, negociação e delegação de tarefas. Como consequência, a empresa terá efeitos positivos em seus resultados, uma maior retenção de talentos com a utilização do plano de carreira associado aos planos de desenvolvimento, melhorará o alinhamento entre valores e objetivos, melhorando o nível de satisfação de todos os envolvidos e proporcionando a formação de equipes de alto desempenho. O coach pode mudar o cenário corporativo de uma organização, deixando-a mais competitiva na atual realidade empresarial!

Você sabia que um Psicólogo pode te ajudar a escolher a profissão certa?

 

A Orientação Profissional é uma área de especialidade da Psicologia que envolve a escolha e a manutenção de uma ocupação, atividade ou profissão de forma consciente e madura. Esta é uma das atividades mais antigas da Psicologia, mas cresceu muito teórica e tecnicamente nos últimos 20 anos. No princípio, a Orientação Profissional era associada apenas a testes. Entretanto, outros métodos surgiram, como o Mentoring (mentorado), Guilding (orientação), Counseling (aconselhamento) e Constructing (construção). No Brasil, o termo Orientação Profissional tem sido ampliado para "Orientação Profissional e de Carreira" ou “Educação para a Carreira” (Career Education) – termo usado quando a intervenção é realizada em instituições educacionais.

Para quem está na fase de escolher uma profissão, a ajuda da(o) Psicóloga(o) que trabalha com Orientação Profissional é muito importante. Entre uma série de questionamentos, a(o) profissional faz com que estudante reflita sobre si próprio – autoconhecimento – e sobre o mundo do trabalho, facilitando a escolha profissional. A(O) Psicóloga(o) auxilia nas etapas difíceis do desenvolvimento humano por meio de competências centrais, além das especializadas, que variam de acordo com a área de especialização do orientador. Entre as competências a serem usadas por estes profissionais são:

 

* Desenvolvimento de Carreira (coaching, programas de aposentadoria): facilitar na elaboração, implementação e transição de planos e projetos de carreira;

* Orientação Profissional e de Carreira (counseling, reorientação, pós-graduação): auxiliar na promoção do autoconhecimento, nas tomadas de decisão e na resolução de dificuldades dos orientandos;

* Gestão da Informação (Feira de Cursos, CIEE): organizar e oferecer informações profissionais e educacionais atualizadas aos orientandos, bem como auxiliá-los no seu uso efetivo;

* Supervisão e Coordenação (Educação para a Carreira): orientar pais, professores, empregadores e agentes comunitários a facilitar o progresso acadêmico e o desenvolvimento de carreira de pessoas que estes assistem;

* Pesquisa e Avaliação: pesquisa e avaliação teórica e técnica em Orientação Profissional;

* Gestão: de programas e serviços em Orientação Profissional;

* Colocação: auxiliar pessoas que buscam a inserção no mercado de trabalho.

 

O serviço de Orientação Profissional está acessível a todos os setores da sociedade. Você já procurou a Psicologia para orientar a escolha da carreira e o gerenciamento da vida profissional? 

Se fôssemos traçar uma metáfora para ilustrar a adolescência poderíamos usar o exemplo de uma balança. Afinal, a adolescência é uma fase de transição que ora pende para infância, ora para a fase adulta.

A caracterização da adolescência implica compreendermos o contexto cultural em que se desenvolve. Por isso, ela é diferente da puberdade, que circunscreve as mudanças biológicas do corpo. Assim, podemos encontrar características de adolescência desde antes das mudanças corporais e também depois da vida profissional estabelecida. É preciso observar que vivemos uma época em que há uma valorização excessiva do 'culto ao corpo', da padronização do belo relacionado à magreza, do prazer atribuído ao consumo e de um imediatismo para a satisfação dos desejos. Estas são questões que influenciam diretamente o desenvolvimento de um adolescente.

É esperado que um adolescente vivencie diversos conflitos e que não encontre soluções satisfatórias para todos. Por outro lado, em qual fase da vida encontramos soluções satisfatórias para todos os conflitos? A adolescência tem uma especificidade pois a construção da identidade está em jogo. Neste percurso pedregoso, muitos limites são testados: o espaço do outro, o que se pode fazer com o próprio corpo, o papel social. Alguns riscos são tomados sem que sejam devidamente assumidos. É muito comum ouvir das pessoas que convivem com um adolescente suas mudanças de humores e de comportamentos. Isolamento, tristeza, timidez, insegurança se contrapõe à inserção em diversos grupos, euforia e planos para o mundo. É preciso que os pais, mães, responsáveis e cuidadores estejam atentos à intensidade destas manifestações. Caso se note algum prejuízo, é uma boa hora de se pedir ajuda.

No outro lado da balança, a experiência de novas sensações, relações e possibilidades são sentidas com êxtase. O despertar da sexualidade é uma etapa especial da vida, e, se baseada em intimidade e respeito, deve ser estimulada e orientada. A participação social é um ótimo destino para todos os questionamentos que o adolescente faz sobre como o mundo funciona. A juventude representa o desejo de um mundo melhor.

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná defende a elaboração e execução de políticas públicas relacionadas à promoção de saúde, esporte, lazer e convivência para a juventude. Entende que esta fase da vida difere das outras de maneira significativa, e, por isso, além de outras razões, condena políticas segregadoras como a proposta de redução da maioridade penal.

As(Os) Psicólogas(os) são profissionais capacitadas(os) para elaborar atividades voltadas para a adolescência, tanto no espaço público quanto no campo privado. Por isso, convidamos você a considerar a presença de Psicólogas(as) nos espaços em que está a juventude! Escolas, organizações que oferecem programa aprendiz ou primeiro emprego, entidades esportivas, grupos de dança, de artes.

Partindo de fundamentos científicos, as(os) Psicólogas(os) oferecerão informações e promoverão o autocuidado, voltados para esta fase do desenvolvimento e considerando as necessidades de cada contexto. São atividades fundamentais para a autoestima e a autoconfiança.

Convidamos todos a provocarem as instituições que frequentam a contar com um serviço de Psicologia para garantirmos o melhor desenvolvimento possível para nossos adolescentes e jovens!

Você sabe qual a importância da avaliação psicológica realizada no processo da CNH (Carteira Nacional de Habilitação)?

 

A avaliação psicológica no trânsito tem a função de avaliar se o cidadão tem condições de conduzir um veículo automotor. Isso é feito a partir de métodos e técnicas psicológicas (sempre pautados em base científica reconhecidas).   

A(O) Psicóloga(o) avalia as funções psicológicas como:

 

·         Diferentes tipos de atenção – se o candidato a CNH consegue detectar, discriminar e identificar objetos;

·         Raciocínio Lógico – como ele processa as informações que percebeu e que lhe auxiliarão na tomada de decisão e resolução de problemas;

·         Memória – se o candidato tem capacidade de registrar e evocar informações;

 

Neste processo de avaliação, também se investiga o comportamento e traços de personalidade. Procura-se aferir comportamentos adequados ao trânsito, tais como: tempo de reação; coordenação viso-áudio-motora; ausência de psicopatologias; controle emocional; controle dos impulsos e agressividade.

Entende-se que o candidato que apresentar estes critérios íntegros terá condições de conduzir um veículo automotor sem comprometer a segurança no trânsito.

Todos estes critérios são normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Psicologia e pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que norteiam a prática da(o) Psicóloga(o). Sempre visando à prevenção e redução de riscos.

Desta forma, o cidadão deve fazer a avaliação psicológica de forma tranquila, prestando atenção e seguindo todas orientações que a(o) Psicóloga(o) der.

Ir mal em algum destes critérios não significa que a pessoa tenha algum problema psicológico. Em alguns casos é necessário investigar mais afundo, a fim de confirmar ou não as alterações apresentadas.

Após a avaliação, independente do resultado – apto ou inapto temporário – é um direito do candidato receber a entrevista devolutiva e também o laudo/relatório psicológico do processo! Sempre que houver dúvidas e interesse em saber como você foi na avaliação psicológica, solicite à(o) Psicóloga(o) uma entrevista devolutiva, pois ela pode ajudar... e muito!

“Oh! Que saudades que tenho

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais”

 

Assim como nos versos de Casimiro de Abreu, muitos de nós temos a infância como um período de plenitude e alegria. Consideramos uma época especial e guardamos muitas lembranças afetivas.

A infância é um período marcado por descobertas: conhece-se o próprio corpo, encontra-se com o olhar da mãe, com os sentimentos carinhosos de um afago. No decorrer do desenvolvimento encontramos os amigos, as brincadeiras pueris, podemos passar um dia inteiro fantasiando e sentimos isso como a realização da felicidade.

Mas, se olharmos atentamente, a infância também tem um outro lado: é preciso aprender as normas sociais, renunciar à satisfação egoísta e aprender a respeitar os outros. Estes processos nem sempre são tranquilos e lineares.

Nos caminhos do crescer, as crianças vivenciam angústias e medos que precisam ser acolhidos para garantir o desenvolvimento de suas potencialidades. É esperado que as crianças apresentem momentos ou mesmo períodos de irritação, birra, tristeza, entre outros aspectos negativos. Os pais, as mães, os responsáveis e cuidadores devem estar atentos a estes processos pois, apesar de esperados, não devem ser aprofundados. É preciso avaliar o contexto em que ocorrem para depois pensarmos no que fazer.

A Psicologia destaca-se como disciplina fundamental para compreender e auxiliar neste processo. A(O) Psicóloga(o) pode atuar em diversos contextos da infância: escolas, hospitais, unidades de saúde, colônia de férias, além da forma mais conhecida ligada ao atendimento clínico e individual. A inserção da Psicologia em ambientes que a criança frequenta é fundamental para estabelecer estratégias de estímulo para o desenvolvimento saudável. Em um outro viés, é possível identificar de forma precoce conflitos deste processo e procurar alternativas.

 

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná defende a inclusão de serviços de Psicologia nas escolas públicas para todas as séries. Esta posição se estende também a todas as instituições que acolhem, recebem e cuidam de crianças como abrigos, varas de infância e de família, delegacias especializadas, entre outros.

Convidamos você também a provocar as intuições em que participa sobre a importância da participação da(o) Psicóloga(o) para promover o melhor desenvolvimento possível para nossas crianças. Pergunte e sugira à escola em que seu filho estuda sobre esta possibilidade. Locais de atividade de contraturno também podem se beneficiar da Psicologia, tais como academias de balé, natação e outros esportes, que são lugares de relações e de desenvolvimento.

E então, onde mais você vê a possibilidade de prevenir, estimular e desenvolver as potencialidades das nossas crianças?